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sábado, 1 de dezembro de 2012

Inatividade Física ameaça expectativa de vida

Inatividade Física ameaça expectativa de vida

Hoje vou falar a respeito de um tema preocupante na atualidade e, principalmente, para o futuro. Diz respeito aos males oriundos do sedentarismo, acabo de ler um artigo da pesquisadora Lisa Carter e do Colégio Americano de Medicina do Esporte (2012), no qual os autores concluíram que se mantido ritmo atual, em 2030 o sedentarismo pode abreviar em 5 anos a nossa expectativa de vida.
            O estudo realizado no Brasil, Estados Unidos, Grã Bretanha, China e Índia alerta para a primeira geração de humanos que viverá menos que seus pais. Este fato demonstra os males advindos do sedentarismo, pois, mesmo com todos os avanços das ciências em prol da saúde, vivemos um momento de alerta para um iminente retrocesso da nossa expectativa de vida ao nascer.
            Atualmente, as 10 doenças que mais matam em países em desenvolvimento e desenvolvidos, estão relacionadas à falta de atividade física. Segundo Hallal et all (2012), o sedentarismo foi responsável por 5,3milhões de mortes em 2008, sendo apontado como causador de entre 6% e 10% das principais doenças não transmissíveis como: doenças coronárias, diabetes tipo 2, câncer de mama e câncer de colo.
            Ainda conforme Hallal et all (2012), no Brasil o índice de inatividade física atinge os 49,2%, sendo que a média mundial é de 31,1% dos adultos e de incríveis 80% dos adolescentes.
            Fato ainda mais preocupante é a associação do sedentarismo com a obesidade, o que aumenta ainda mais a prevalência de doenças.
            Portanto, cabe a nós profissionais da área alertar a população, para que a prática de exercícios se torne um hábito de todos, e, conseqüentemente, estas tendências não se concretizem.  
            Até o próximo,

            Leonardo Kirchof
           CREF 010048-G/RS

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Treinamento funcional X Treinamento convencional




Treinamento funcional X Treinamento convencional

Neste texto irei falar acerca das diferenças entre o treinamento funcional (TF) e o treinamento convencional. Como relatado no texto anterior o TF não é nenhuma novidade, nada mais é do que a utilização de movimentos básicos do ser humano, aplicados ao treinamento buscando os objetivos pré-estabelecidos.

O homem primitivo utilizava movimentos básicos como: agachar, levantar, avançar, puxar, empurrar, rotar no seu dia-a-dia, nas atividades como caça, pesca, reprodução e defesa contra os predadores. Entretanto, nos últimos anos deixamos estes movimentos de lado e passamos a usar movimentos mais específicos, em nossa rotina diária e até mesmo nas academias de ginástica. Atividades como digitação, trabalhos manuais e outros trabalhos que demandem muito tempo em uma mesma posição são muito específicas e, com isso, gradativamente perdemos a eficiência de nossos movimentos mais primitivos. Até mesmo as atividades convencionais prescritas nas academias podem ser consideradas especificas, pois utilizam máquinas de última geração, que muitas vezes trabalham apenas um músculo ou até mesmo uma porção de um músculo.
 
Estes movimentos específicos não devem ser desconsiderados e não estamos aqui para julgar a realização deste tipo de atividade, até porque qualquer atividade física, desde que prescrita por um profissional qualificado para tal é benéfica, o que se pretende é alertar para a importância de retornar à prática de movimentos mais básicos.

No TF os objetivos são a melhoria da capacidade funcional, prevenção e tratamento de lesões e melhora do desempenho esportivo, ao contrário do treinamento convencional que busca a estética em primeiro lugar. Para o TF a estética é uma conseqüência a sua prática, não prescrevemos exercícios com intuito de adquirir um corpo belo, mas sim teremos um corpo belo em decorrência da pratica regular do TF. Fica então a dica, pra quem busca a estética, experimente inovar e verá os resultados desejados, através de um treino dinâmico e motivador.

Abraços

Leonardo Kirchof
CREF 010048 – G/RS       

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Treinamento Funcional

Muito tem-se ouvido falar a respeito do Treinamento Funcional (TF) nos últimos tempos, mas afinal, o que é Treinamento Funcional?

Na realidade o Treinamento Funcional não é nenhuma novidade, visto que em sua metodologia o foco está nos movimentos fundamentais do homem primitivo e que também são executados pelo homem moderno, tais como: agachar, avançar, abaixar, levantar, puxar, empurrar e girar. Estes movimentos fazem parte do nosso dia-a-dia desde o momento em que saimos da cama até a hora de deitarmos.

Entretanto, durante muito tempo não demos a devida importância a estes movimentos, deixamos de treiná-los, para utilizarmos máquinas e equipamentos de última geração, vendidos pela mídia como a solução para os problemas de sedentarismo, desequilíbrio postural e lesões.  

Basicamente o TF utiliza estas habilidades biomotoras fundamentais do ser humano, para que nossos movimentos sejam mais eficientes, tanto com objetivos de performance, reabilitação e prevenção de lesões  ou ainda pela melhora da qualidade de vida. Os movimentos são prescritos apartir das necessidades de cada individuo, seja ele mais ou menos condicionado, seja qual for sua atividade diária.

O TF busca desenvolver de forma equilibrada todas as capacidades físicas como: Equilíbrio, Força, Velocidade, Coordenação, Flexibilidade e Resistência, como conseqüência atingimos os resultados que tanto buscamos dentro das academias, que são: Redução de Peso, Ganho de Força e Hipertrofia Muscular e Melhora da Postura.

O Treinamento Funcional é destinado para qualquer tipo de perfil e objetivo, seja ele qual for, sendo do mais condicionado ao sedentário, da criança ao idoso, do atleta profissional ao amador.
Assim, temos aqui uma ferramenta de enorme potencial para as necessidades de todos os indivíduos.


Leonardo Kirchof
CREF 010048-G/RS




sábado, 15 de setembro de 2012

Core Training

O Que é CORE?
Core significa Centro, aqui especificamente diz respeito ao nosso centro de gravidade, é uma unidade integrada formada por 29 pares de músculos que compõem o Complexo Quadril Pélvico Lombar (CQPL), dividem-se em músculos globais e locais. Os locais não produzem movimento significativo nas articulações, são de menor tamanho e mais profundos, contraem-se isometricamente alguns milésimos de segundos antes dos músculos globais gerarem movimento, com propósito primário de estabilização. Por outro lado os músculos globais são maiores e mais superficiais, têm como função primária produzir movimento do CQPL, e, como função secundária auxiliam na estabilização.

Benefícios do Core Training

Segundo BARR et al. 2005, um CORE fortalecido diminui incidência de dores lombares, evita lesões, melhora o equilibro e estabilização corporal durante a prática de exercícios físicos e melhora da qualidade de vida dos praticantes. Os músculos locais do CORE fortalecidos mantém a coluna vertabral alinhada, agindo contra a gravidade, diminuem a incidência de lesões devido à estabilização da coluna e melhoram a capacidade de produzir movimento (maior torque). Portanto, o treinamento do CORE ajuda de maneira considerável a reduzir as dores nas costas e também nos ajuda a produzir movimentos mais eficientes para nossas atividades desportivas e do dia-a-dia.
Pesquisas recentes indicaram que indivíduos com dor lombar, mesmo submetidos a diversas terapias, tinham algo em comum: seus músculos locais, principalmente, multífidos e transverso do abdome estavam fracos. Consequentemente, os músculos globais, como eretor da espinha e abdominais superficiais estavam sobrecarregados. (Comerford MJ, Mottram SL. Movement and stability dysfunction – contemporary developments. Man Ther. - 2001).

Quem deve praticar?

Qualquer indivíduo deve praticar o CORE training, seja com o objetivo de melhorar sua performance esportiva, ou de proteger sua coluna vertebral.

Aguardem novas postagens,
Abraço!

Leonardo Kirchof
CREF 010048-G/RS