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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Liberação Miofascial aplicada ao Treinamento Funcional


Hoje vou falar um pouco de uma técnica oriunda da osteopatia americana, e que atualmente vem sendo usada na rotina dos treinos funcionais. Para um melhor entendimento desta técnica, faz-se necessário uma explanação do conceito de fáscia, a qual é um tecido conjuntivo que envolve órgãos e músculos. É uma espécie de lâmina que rodeia todos os órgãos em forma tridimensional e com isso os mantém em uma correta posição e funcionamento. Assim, as fibras musculares estão contidas nesse conjunto de tecidos, formando uma peça única. Uma maneira fácil de compreendermos seria imaginarmos a fibra muscular como sendo um fio de cabelo, agora pensamos em uma touca envolvendo todos os nossos fios de cabelo, a isso corresponderia a fáscia. Ela é extremamente resistente e se espalha através do corpo, da cabeça aos pés.

            Por esse motivo, a contração de um músculo gera um tensionamento do conjunto das fáscias, ou seja, quando movimentamos uma parte do nosso corpo este responde como um todo, isso ocorre devido as fáscias serem interconectadas.

           Eventualmente, acontece destes tecidos fasciais sofrerem restrições o que impedem o livre movimento do corpo o chamado “movimento limpo”. Tais restrições causam rigidez e limitação motora com conseqüências funcionais, por exemplo, nas atividades do dia-a-dia, para a saúde do organismo, e atividades desportivas. Normalmente, estas restrições estão associadas ao aparecimento de sintomas indesejáveis, como a dor e restrição do movimento.

            As causas do aparecimento de restrições fasciais são: má postura, inflamação ou trauma, tanto de origem física como emocional. Por tratar-se de um problema de difícil diagnóstico, pois, não são observadas em exames normalmente utilizados como raio-x, mielogramas, eletromiografias, uma grande porcentagem não é corretamente tratada.
A liberação miofascial passou a fazer parte dos treinos funcionais como forma de “limpar os movimentos” de nossos clientes, e desde então vem sendo utilizada como um pré-aquecimento nos treinos, onde os exercícios são realizados sempre no início do treino, antes da ativação muscular. Para executar a liberação miofascial, utilizamos alguns equipamentos, como: Foam roller, sticks e bolas de borracha.


Stick
Foam Roller
 
            Portanto, fazendo uso desta ferramenta conseguimos um treino mais produtivo, sem restrições musculares que dificultem a execução dos movimentos.

            Até o próximo,

            Leonardo Kirchof
            CREF 010048-G/RS

domingo, 13 de janeiro de 2013

Slakline vira mania no Brasil

 

O esporte inventado na década de 80, por alpinistas nos campos de escalada do Vale de Yosemite, nos EUA, esta virando moda no Brasil, especialmente depois que a Madonna deu alguns passos na corda bamba em sua ultima turnê. Trata-se de um esporte feito em uma tira de nylon com 15 metros de comprimento e 50 mm de largura flexível, presa em dois pontos fixos (geralmente árvores). O modo básico é caminhar na corda de um ponto a outro sem cair, tarefa nem um pouco fácil, visto que a fita é fina e não para de balançar com o peso do corpo do praticante, exigindo muita concentração e força nos músculos abdominais e das pernas.

            No Brasil o esporte começou a se alastrar, a partir, de surfistas do Rio de Janeiro que buscavam desenvolver o equilíbrio com movimentos similares aos feitos sobre a prancha. Posteriormente, skatistas de São Paulo adicionaram alguns saltos e malabarismos sobre a corda. Neste verão a modalidade espalhou-se para todo o país.
É um esporte que exige muita concentração, onde no esforço de se equilibrar, as pessoas relaxam e tencionam grupos de músculos que elas normalmente não usam. Os músculos do abdome ficam permanentemente contraído.    
 

O esporte possui algumas variações:

Soulline: é aqui que tudo começa – os fundamentos do slackline são aprendidos nessa modalidade;

Slackline: Praticada normalmente em fitas de 25mm(2,5cm);


Trickline: modalidade dos campeonatos oficiais, é praticado em fitas de 50mm (5cm) e envolve saltos e acrobacias sobre a fita. A fita deve ser bem esticada;


Longline: modalidade praticada com a fita mais longa, acima de 25 metros já pode ser considerada uma Longline;


Slackyoga ou Yogaline: modalidade consiste em executar posições de Yoga sobre a fita;


Waterline: praticado sobre a água (piscina, cachoeira, lago);


Highline: modalidade praticada no alto, acima de 5 metros, exige equipamentos especiais e vasto conhecimento do praticante sobre técnicas verticais e segurança.
Portanto, fica a dica de um esporte divertido e que exige um grande equilíbrio entre corpo e mente, tão importante para uma melhor qualidade de vida. Porém, só pratique com um profissional qualificado ao seu lado.
Abraços e até o próximo,
Leonardo Kirchof
CREF 010048-G/RS

sábado, 5 de janeiro de 2013

Treinamento Funcional aplicado a Hérnia de Disco



            Dando seqüência ao artigo anterior irei falar a respeito do treinamento funcional aplicado à prevenção, tratamento e pós-tratamento da
hérnia de disco. Já é unanimidade de que carregar peso de forma errada, má postura, tempo excessivo na posição sentada, são fatores de risco para o desenvolvimento de hérnias discais, isto se deve ao aumento da pressão intervertebral, encurtamento do músculo transverso abdominal e musculatura interna fraca (inner core).

            Partindo-se desses preceitos podemos pensar estratégias de intervenção a fim de prevenir e dar continuidade ao tratamento da hérnia de disco. Segundo Bisschop (2003) a instabilidade lombar é a causa primária e secundária da dor lombar, corroborando com isto, HIDES et al (1996) colocam que atrofias musculares, em especial do Multífido e Transverso Abdominal causam instabilidade do segmento vertebral, tornando assim deficiente sua ação estabilizadora.  
 

 
Com isso, uma intervenção adequada deve ter foco no aumento da estabilidade da coluna, através de exercícios que fortaleçam principalmente nossos músculos internos e na mobilidade do quadril, por ser esta articulação a maior geradora de potência do nosso corpo e, assim, devemos utilizá-la para proteger nossa coluna.  

            Agora vamos responder a pergunta: como o treinamento funcional pode ajudar? Vamos partir da seguinte premissa, o treinamento funcional não trabalha músculos e sim movimentos, pois de nada adianta termos músculos motores fortes e estabilizadores fracos, assim teremos movimentos instáveis, por outro lado, quando trabalhamos com movimentos não estaremos deixando de trabalhar estes músculos, porém, os estabilizadores estarão sendo fortalecidos também gerando com isso movimentos estáveis.

            Portanto, o treinamento funcional atua em todos os pontos importantes de intervenção em casos de hérnia discal, fortalecimento dos estabilizadores, mobilidade do quadril, ainda, alonga a musculatura posterior, através de exercícios realizados em pé, ao contrário dos realizados no treinamento convencional, onde muitos dos exercícios são realizados sentados em máquinas.

 
Abraço e até o próximo

 
Leonardo Kirchof

CREF 010048-G/RS  

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Hérnia de Disco



Hoje vamos discorrer sobre um assunto que acomete cerca de 20% a 30% da população mundial acima dos 35 anos, e segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 5,4 milhões de brasileiros sofrem de hérnia de disco.

A palavra hérnia significa projeção ou saída através de um orifício. Nossa coluna vertebral é formada por vértebras que possuem entre si um disco, este composto de uma parte central, chamada núcleo pulposo ou líquido viscoso e de uma parte periférica composta de tecido cartilaginoso chamado anel fibroso, como exemplo podemos imaginar uma bexiga cheia de água, onde a bexiga corresponderia ao tecido cartilaginoso e a água o núcleo pulposo.

  Quando ocorre uma lesão degenerativa, causada por traumas de repetição no trabalho ou no esporte, trauma direto, fumo, idade avançada, sedentarismo e fatores hereditários, pode ocorrer compressão ou até mesmo o rompimento do anel fibroso e uma conseqüente projeção do núcleo pulposo além dos seus limites normais, ao que chamamos de hérnia discal, a dor acontece através da compressão dos nervos da coluna pelo núcleo deslocado.

 Na imagem abaixo de um raioX, podemos observar duas hérnias discais entre as vértebras L4, L5 e L5,S1.           


Agora que já temos uma noção do que é hérnia discal, no próximo texto falarei a respeito dos benefícios do Treinamento Funcional na prevenção, tratamento e pós-tratamento da mesma.

Até lá,

Leonardo Kirchof

CREF 010048-G/RS