No texto anterior
falei a respeito da dieta paleolítica, dando seqüência à análise deste período,
hoje falarei um pouco de como era a atividade física de nossos ancestrais.
O homem deste período caracterizava-se
por ser alto e magro, porém, de onde vem o biotipo característico desta fase?
Bom, como já vimos no post anterior, a alimentação da época era rica em
proteínas, cálcio, potássio e ácido
ascórbico, e de baixa ingestão de sódio, corroborando a isso possuíam um gasto calórico bem
elevado, proveniente do nomadismo, caça, procura e preparação de alimentos,
fuga das intempéries climáticas e cuidados com a prole. Estes fatores fizeram-se necessário para a sobrevivência da espécie, e, consequentemente para estarmos aqui como homo sapiens.
Assim, a
alimentação da época, aliada a um intenso gasto energético, desenvolveu um homem
esbelto, magro e resistente a doenças e as mudanças climáticas. Por
tudo isso, era pouco provável a presença de obesidade andróide, diabetes e
dislipidemia. No que diz respeito ao aspecto genético-evolutivo pouco mudou do
homem paleolítico para o homem contemporâneo, porém, os hábitos de vida mudaram
muito, a alimentação piorou e o nível de atividade física decresceu
acentuadamente, o homem contemporâneo passa a maior parte do tempo sentado,
alimentando-se de fast food e alimentos industrializados.
Portanto,
partindo-se destas constatações podemos pensar alternativas para o futuro da
humanidade, ou seja, voltarmos aos hábitos de vida semelhantes aos do período
paleolítico, ou, teremos paradoxalmente a evolução da medicina a nossa
qualidade de vida diminuída.
Até breve,
Leonardo Kirchof
CREF 010048-G/RS





