Quando ouvimos a
palavra corpo qual a primeira idéia que nos vem à cabeça? Normalmente a de algo
físico, palpável e visível. Ao longo da história, o corpo humano sempre foi alvo de
estudo, sobretudo na área da saúde, no entanto, a maneira como o mesmo é
percebido muda em alguns momentos da história. Durante muito tempo, nosso corpo
foi estudado sob uma ótica mecanicista-reducionista, iniciando por Aristóteles, desenvolvido
por Newton e aprofundado por Descartes. Segundo esta visão, só acreditamos
naquilo que “vemos, revemos e comprovamos” e quanto mais reduzido o todo,
melhor para se estudar.
O
pensamento racional, resumido no famoso enunciado de Descartes, “cogito,
ergo sum” – “Penso, logo existo” - influenciou, segundo Capra (1982), de
forma significativa a cultura ocidental, deixando de lado a visão do organismo
como um todo. Este raciocínio levou a cultura ocidental a pensar o corpo como
algo manipulável, uma matéria imperfeita e, portanto, corrigível. Neste período dualista cartesiano o corpo
ficou em segundo plano, pois, o dominio da mente seria mais importante, sem a
necessidade de preocupação com o corpo. No atual cenário
supervaloriza-se as faculdades mentais de um indivíduo, negligenciando as
físicas.
Porém, esquecem que
o corpo é nosso referencial sobre o mundo, o corpo sujeito tem a capacidade de
modificar o contexto em que se vive, bem como modificar-se em conseqüência ao mesmo
contexto. Nesta perspectiva, nós não temos um corpo e sim nós somos um corpo.
Portanto, o conceito
de corpo sujeito surge como uma maneira de transcender o de corpo objeto,
impregnado pelo paradigma cartesiano de Descartes. Apartir disso, os
profissionais da saúde, poderão perceber o seu cliente/paciente como um todo na
hora de prescrever o método mais adequado de tratamento para cada indivíduo,
deixando de vê-los como um amontoado de partes.
Grande
Abraço,
Leonardo
Kirchof
Educador
Físico
Especialista
em Saúde Coletiva
CREF 010048-G/RS


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